16 de out. de 2008

Transparencia!

Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente.
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar.
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar.
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, transborde...
Mas, infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura.
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada,
não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis.
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto,
competir tanto, que consigamos docemente,
VIVER, SENTIR E AMAR.

11 de out. de 2008

When all was better

Quando olho os meus retratos me vejo como uma menina ainda, mais há tantas coisas em mim que se retrata a uma mulher, tão jovem e já com tantas barreiras para ultrapassar.Ando por aí perdida, tentando acreditar que tudo é possível, que amanha terá um futuro o qual todos nós desconhecemos. Mais às vezes começo a achar que as coisas acontecem com algum propósito que não consigo adivinhar. Agora começo a procura um motivo para tudo que acontece ao meu redor, mais quanto mais eu ando mais parada eu fico nesse lugar. Talvez as respostas estejam aqui mesmo, expostas em meu rosto e eu não queira enxergar.
Já fui uma garota desastrada apesar desse rostinho tão centrado. Já derrubei suco na mesa varias vezes (coitado do garçom). Já me lambuzei de chocolate e até de sorvete. Já caí de bicicleta e já fiz guerra de areia na praia. Já fui de xuxinha pro colégio. Enfim, já fiz tantas coisas que hoje me fazem sentir saudades.